A morte da idosa Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, encontrada em uma área de mata no município de Bayeux, continua cercada de questionamentos. A família afirma viver momentos de angústia enquanto aguarda a conclusão das investigações e dos exames periciais.
Em entrevista concedida nesta sexta-feira (8), a filha da vítima, Suênia Pessoa, declarou que o principal sentimento da família é de incerteza diante das circunstâncias do caso. Segundo ela, ainda não há explicações claras sobre como a idosa teria chegado até a região onde o corpo foi localizado.
De acordo com Suênia, a mãe possuía plena lucidez e apresentava dificuldades de locomoção compatíveis com a idade, o que, na visão da família, tornaria improvável que ela tivesse conseguido chegar sozinha ao local de difícil acesso.
As declarações ocorreram no mesmo dia em que o Instituto de Polícia Científica da Paraíba divulgou os primeiros resultados dos exames realizados no corpo da vítima. Segundo o diretor do Instituto Médico Legal, os laudos iniciais não identificaram sinais aparentes de violência física, violência sexual ou envenenamento.
A perícia informou ainda que o corpo já estava em avançado estado de decomposição quando foi encontrado, o que dificulta parte das análises técnicas. Apesar disso, os investigadores reforçam que a causa da morte permanece indefinida até a conclusão dos exames complementares.
O diretor do IML destacou que resultados negativos em exames preliminares não descartam completamente outras possibilidades, já que determinadas situações podem não deixar marcas evidentes no corpo.
Enquanto a investigação avança, familiares seguem cobrando respostas e esperam que os próximos laudos possam esclarecer o que realmente aconteceu com a idosa nos momentos anteriores à sua morte.