A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Camaçari, na Bahia, marcada pela agenda de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, também foi acompanhada por relatos de transtornos e reclamações de moradores da região.
Entre as queixas, moradores afirmaram que o deslocamento de helicópteros utilizados durante a operação da visita teria causado danos em residências próximas ao local do evento. Vídeos e relatos compartilhados nas redes sociais mostraram telhas arrancadas e estruturas atingidas, com moradores relatando prejuízos e preocupação com a situação.
Além dos danos apontados, moradores também reclamaram da organização relacionada à entrega dos apartamentos. Em um dos depoimentos obtidos, uma mulher relata que teria recebido ligação informando que as chaves seriam entregues no dia do evento e que compareceu ao local desde cedo, permanecendo por horas aguardando a entrega.
Segundo o relato, após o encerramento dos discursos, os participantes teriam sido informados de que as chaves não seriam entregues naquele momento, havendo a possibilidade de início das entregas apenas em data posterior. A situação gerou revolta entre alguns beneficiários, que afirmaram ter criado expectativa para receber os imóveis.
“É uma falta de respeito. Não precisava mentir”, diz a moradora no áudio, ao relatar a frustração com a espera e a ausência de informações claras durante o evento.
Também circularam críticas sobre alterações na rotina local durante a visita presidencial, com moradores comentando sobre impactos em atividades e movimentações na cidade.
Por outro lado, a agenda oficial do governo federal informou a entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida em Camaçari e destacou o investimento realizado no empreendimento. Sobre os danos causados pelos helicópteros, informações divulgadas apontam que autoridades locais acompanharam a situação e que reparos teriam sido previstos.
Até o momento, as reclamações apresentadas por moradores seguem repercutindo nas redes sociais e entre beneficiários que aguardam a conclusão do processo de entrega dos imóveis.