O hantavírus voltou ao centro das atenções após novos alertas emitidos por autoridades sanitárias sobre o aumento do risco de contaminação em algumas regiões da América do Sul. A doença, considerada rara, é extremamente perigosa e pode evoluir rapidamente para quadros graves, principalmente quando o diagnóstico demora.
O vírus é transmitido principalmente através da inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de ratos silvestres infectados. Ambientes fechados há muito tempo, depósitos, celeiros, galpões, casas abandonadas e áreas rurais estão entre os locais com maior risco de contaminação.
Especialistas alertam que existe, sim, possibilidade de casos acontecerem no Brasil, já que o país registra ocorrências da doença há vários anos. Regiões rurais e áreas com presença frequente de roedores silvestres exigem atenção redobrada, principalmente em períodos de limpeza de terrenos, galpões e locais fechados.
Segundo dados de saúde pública, o hantavírus pode provocar a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que afeta os pulmões e o sistema respiratório. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe forte, dificultando o diagnóstico precoce.
Entre os principais sintomas estão:
Febre alta;
Dores musculares intensas;
Dor de cabeça;
Cansaço extremo;
Náuseas e vômitos;
Tosse seca.
Nos casos mais graves, a doença evolui rapidamente para dificuldade respiratória severa, queda de pressão arterial e insuficiência pulmonar, podendo levar à morte.
Autoridades reforçam que, apesar da preocupação, o hantavírus não possui transmissão fácil como outras doenças respiratórias comuns. A contaminação ocorre principalmente pelo contato indireto com resíduos deixados por roedores infectados.
Para evitar o risco, especialistas recomendam:
Não varrer locais fechados antes de umedecer o ambiente;
Utilizar máscaras e luvas durante limpezas;
Evitar contato com fezes e urina de ratos;
Manter alimentos bem armazenados;
Fechar possíveis entradas de roedores nas residências e depósitos.
A orientação das autoridades é para que pessoas que apresentem sintomas após contato com ambientes infestados procurem atendimento médico imediatamente. O diagnóstico rápido pode ser decisivo para aumentar as chances de recuperação.